a historia do CSS
A internet como conhecemos hoje, é fruto de uma evolução constante e gradativa desde sua invenção. Desde seus protocolos até suas linguagens de desenvolvimento sofreram tais mudanças e com certeza, um dos principais componentes dessa grande estrutura mundial é o HTML. Mas espera ai, não iamos falar sobre CSS?[Leia Mais]
Pois
bem, uma coisa leva a outra. Vejamos o começo de tudo, a linguagem de
marcação surgindo para solucionar o problema de um cientista que queria
uma forma de divulgar seus artigos na rede, para isso, ele criou algo
simples, restrito a comunidade científica e usado apenas para estrutura
o conteúdo e exibir um texto de forma coerente.
Mas
a linguagem usada pelos cientistas se tornou padrão da Internet, e com o
tempo, passou a ser mais testada. Todos queriam imagens, cores e
designer avançado. E o HTML antigo não suportava isso, então foram
adicionadas novas tags. Isso solucionou o problema por um tempo, mas
começou a surgir outro grande problema. Com os novos recursos, designers
e desenvolvedores de websites, abusavam da criatividade e enchiam suas
paginas de fontes e estilos visuais, mas para alterar uma linha até que
era mais simples, porem quando se queria mudar a cor de um link, por
exemplo, e esse link estava em 300 paginas diferentes, era trabalho
manual mesmo, um por um, tag por tag.
Misturar estilo e estrutura não era mais interessante, e foi assim que em 1995, Håkon Wium Lie e Bert
Bos apresentaram a proposta do CSS(Cascading Style Sheets) que logo foi
apoiada pela W3C. A idéia geral era, utilizar HTML somente para
estruturar o website e a tarefa de apresentação fica com o CSS disposto
em um arquivo separado .css ou no proprio HTML demarcado pelas tags .
Os
conceitos de estilização com css em sua maioria ainda não são seguidos
totalmente, devido a problemas de compatibilidade entre browsers e
muitas vezes até falta de um conhecimento maior dos desenvolvedores, mas
a W3C trabalha nos standards, que visam tornar o desenvolvimento padrão
e tambem exigir dos navegadores uma interpretação adequada
e compatível.
a historia do HTML
Em 1980 Tim Berners-Lee propôs um projeto baseado no conceito de hipertexto denominado ENQUIRE. Este projeto foi inicialmente todo desenvolvido em linguagem Pascal. Em 1989 Tim Berners-Lee com a ajuda de um estudante do CERN chamado Robert Cailliau conseguiu implementar a primeira comunicação bem sucedida entre um cliente HTTP e um servidor através da internet. Surgia então a World Wide Web. Porém o protocolo HTTP só foi implementado em fevereiro de 1993.
A sigla HTML significa HyperText Markup Language em português, linguagem de marcação de hipertexto. A primeira versão do HTML foi baseada na linguagem SGML. O SGML era utilizado para a estruturação de documentos e foi dele que o HTML herdou diversas tags tais como: título <h1> ao <h6>, cabeçalho <head> e parágrafo <p>. A maior diferença entre essas duas linguagens de marcação é que o HTML implementava a tag <a> com o atributo href, permitindo assim a ligação (links) de uma página a outra. Esse conceito de interligação entre documentos é a base do funcionamento de toda Web.
O HTML surgiu em 1990 e até o seu quinto ano de vida sofreu várias revisões e alterações na sua especificação. Nesta época, quem controlava o padrão era o CERN e a IETF. Após 1995, o padrão passou a ser regularizado pela W3C, entidade que regula os padrões Web e que será detalhada com maior profundidade posteriormente.
Em 1993, Dave Raggett propôs uma evolução do padrão HTML, denominada HTML+. Entretanto tal proposta nunca foi implementada.
O verdadeiro sucessor do HTML foi o HTML 2.0, o qual foi apresentado na primeira conferência mundial sobre Web, a World Wide Web Conference. Essa versão do HTML pode ser vista apenas como uma correção da versão anterior, ou seja, apenas formalizava as características do HTML que já estavam em uso.
Depois, Dave Raggett escreveu o HTML 3.0 baseado em seu mais recente rascunho do HTML+. Entretanto, mais uma vez, a versão do HTML não foi implementada. Esta especificação foi superada pela versão 3.2, a qual novamente foi uma correção e providenciou total compatibilidade com a versão 2. O HTML 3.2 implementou características tais como tabelas, applets e texto flutuante ao redor de imagens. Posteriormente, Raggest foi co-author do HTML 4 e ajudou com o desenvolvimento das linguagens como XHTML, XForms, MathML e além de outras especificações mais modernas da W3C. Em dezembro de 1999 o HTML 4.01 foi publicado trazendo como principal premissa a compatibilidade com as suas versões anteriores através de 3 implementações:
- Scrict (estrita) – implementação na qual fica proibida a utilização de elementos obsoletos da linguagem;
- Transitional (transitória) – implementação na qual os elementos obsoletos são permitidos;
- Frameset – implementação direcionada para site que usam frames.
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